Quando o companheiro ou a companheira falece, o pedido de pensão por morte pode exigir a comprovação da união estável. A ausência de certidão de casamento não impede o benefício, mas é necessário demonstrar que existia convivência pública, contínua, duradoura e com intenção de constituir família.

Quem pode pedir pensão por morte na união estável?

O companheiro ou a companheira pode ser dependente previdenciário, inclusive nas relações homoafetivas, desde que sejam demonstrados os requisitos da união estável e a qualidade de segurado da pessoa falecida. Também é preciso analisar a data do óbito, pois as regras e a duração do benefício podem variar.

Quais documentos ajudam a provar a união estável?

O INSS normalmente exige início de prova material contemporânea. Por isso, fotografias e testemunhas podem ajudar, mas é recomendável apresentar também documentos produzidos durante a convivência.

É obrigatório morar na mesma casa?

A residência comum é uma prova importante, mas sua ausência não exclui automaticamente a união estável. Existem casais que mantêm endereços diferentes por motivos profissionais, familiares ou de saúde. Nesse caso, outros documentos e a explicação da rotina do casal ganham maior importância.

A escritura de união estável resolve sozinha?

A escritura é relevante, mas o conjunto das provas será analisado. Quando produzida muito perto ou depois do falecimento, pode ser necessário demonstrar a convivência por outros meios. O ideal é organizar documentos de diferentes momentos da relação.

Por quanto tempo a pensão é paga?

A duração pode variar conforme a idade do dependente, o tempo de união, o número de contribuições do segurado e a data do óbito. Há situações de benefício por período determinado e hipóteses de duração maior. A documentação da união e a análise do histórico previdenciário são essenciais.

E se o pedido foi negado?

É necessário verificar se o indeferimento ocorreu por falta de prova da união, perda da qualidade de segurado, divergência cadastral ou outro motivo. A partir disso, pode ser avaliada a apresentação de recurso, novo requerimento ou medida judicial.

Como organizar a documentação?

  1. faça uma linha do tempo do relacionamento;
  2. separe documentos por ano;
  3. identifique endereços, contas e dependentes em comum;
  4. guarde documentos do falecimento e do funeral;
  5. relacione pessoas que acompanharam a convivência;
  6. confira o CNIS e os vínculos da pessoa falecida.

Atendimento em Avaré, região e todo o Brasil

O escritório Fernando Domingues Advogados realiza a triagem de pensão por morte presencialmente em Avaré e de forma on-line para cidades da região e todo o Brasil. A equipe organiza a prova da união e os documentos previdenciários antes do protocolo.

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Perguntas frequentes

Testemunhas podem comprovar a união?

Elas podem complementar a prova, especialmente para explicar a rotina do casal, mas é importante procurar documentos contemporâneos à convivência.

Existe prazo para pedir a pensão?

O benefício pode ser requerido depois do falecimento, mas a data de início do pagamento pode ser afetada pelo momento do pedido. A orientação deve ser buscada o quanto antes.

Filhos de outra relação impedem o benefício?

Não necessariamente. É possível existir mais de um dependente habilitado, observadas as regras previdenciárias e a prova apresentada por cada interessado.

Conteúdo informativo. A concessão e a duração do benefício dependem da data do óbito e da análise individual dos documentos.

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